Sinfonia Popular: a música brasileira em festa no Clube de Regatas Tumiarú

No dia 6 de novembro de 2026, sexta-feira, às 20h, o Clube de Regatas Tumiarú, em São Vicente (SP), receberá o 3º Concerto da Série Sinfonia Popular. A Banda Sinfônica de Cubatão será a protagonista, em noite de entrada gratuita e de repertório inteiramente dedicado à música brasileira.
Uma série a serviço da democratização
A Sinfonia Popular nasce de uma convicção nobre: a grande música não deve ser privilégio de poucos. Sua divisa, "Democratização da Música Sinfônica", traduz o propósito de levar ao público, sem barreiras de preço, a riqueza sonora de uma orquestra de sopros e percussão. O encarte apresenta o evento sob o lema "Música brasileira que une nossa gente". Realizam-no o Instituto Sinfonia e o IC-BASIC, Instituto Cultural da Banda Sinfônica de Cubatão, com o selo da Funarte, que celebra 50 anos, e do Ministério da Cultura.
A direção artística cabe ao Maestro Roberto Farias. A noite se divide em três blocos, cada qual regido por um maestro, o que promete variedade de leituras e de temperamentos interpretativos.
Bloco I: o Brasil de concerto
Sob a batuta de Roberto Farias, o primeiro bloco evoca as raízes da música de concerto nacional. Abre-se com a abertura de Il Guarany, de Antônio Carlos Gomes, o mais universal dos compositores brasileiros do século XIX. Seguem-se Ibis Escarlate, de Fernando Britto, e Batuque, de Lorenzo Fernandez, página de ritmo vigoroso que celebra a herança afro-brasileira em linguagem erudita.
Bloco II: o Brasil profundo
O Maestro Marcos Sadao Shirakawa conduz o segundo bloco, de cores intensas e sabor regional. Apresentam-se Djopoi, de Edmundo Villani-Côrtes, e Maxixe "Festa de Quintal", de R. Tacuchian, que traz o sabor dançante de um gênero genuinamente carioca. Em seguida vem Gonzaga em Tom Maior, arranjo de Nenêu Liberalquino que homenageia o universo de Luiz Gonzaga. Encerra o bloco a Suíte Nordestina, de J. Ursicino Silva, o "Mestre Duda", expoente do frevo e da música pernambucana.
Bloco III: serestas, choros e aquarelas
A última parte do programa fica a cargo do Maestro André Farias e privilegia a canção popular em vestes sinfônicas. Soam o dobrado-canção Mourão, de Guerra-Peixe, e Ponteio, de Edu Lobo. Seguem-se Bebê, de Hermeto Paschoal, e, para o desfecho, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, hino não oficial da brasilidade musical.
A sequência é um percurso afetivo e histórico. Parte do romantismo operístico de Carlos Gomes e chega ao samba-exaltação de Ary Barroso, passando pelo modernismo de Fernandez e Guerra-Peixe e pela criatividade de Hermeto Paschoal e Edu Lobo.
O convite
Num tempo de ruídos e pressa, uma noite inteira de música ao vivo, gratuita e de alto nível é um privilégio raro. Convém lembrar que as bandas sinfônicas têm papel histórico na formação musical de tantas comunidades brasileiras. Prestigiá-las é reconhecer o trabalho de músicos, maestros e instituições que sustentam a cultura longe dos holofotes.
Famílias, estudantes de música, apreciadores da cultura brasileira e curiosos de toda sorte estão convidados. Quem nunca assistiu a um concerto sinfônico encontrará ali uma porta de entrada acolhedora, num repertório que a memória coletiva já conhece.
Serviço
- Evento: 3º Concerto da Série Sinfonia Popular, com a Banda Sinfônica de Cubatão
- Direção artística: Maestro Roberto Farias
- Regência: Roberto Farias (Bloco I), Marcos Sadao Shirakawa (Bloco II) e André Farias (Bloco III)
- Data e hora: 6 de novembro de 2026, às 20h
- Local: Clube de Regatas Tumiarú, São Vicente (SP)
- Entrada: gratuita
Chegue com alguma antecedência e leve quem você ama. Que a noite de 6 de novembro, à beira do mar de São Vicente, seja a ocasião de reencontrar, em cores sinfônicas, o som que une a nossa gente.
